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Campinas
C&T&I
Campinas - do cafezal ao software,
com competência e liderança.
Por Carla Gomes (Mtb 28156) - Assessoria de Imprensa
do Instituto Agronômico (IAC)
No passado, a Campinas
dos cafezais. Hoje a cidade dos chips, dos bips, das
universidades, da alta tecnologia e pesquisa. Qual é
a relação entre os pés de café
e a era da genômica? Aquele que seria um dos mais
importantes pólos de ciência e tecnologia,
não só no Brasil, mas no mundo, começou
a ser desenhado em 1887. Os cafezais apresentaram problemas
e era preciso combatê-los. Por isso, o então
Imperador D.Pedro II criou, naquele ano, em Campinas,
o Instituto Agronômico (IAC) para enfrentar os
desafios do campo e fazer a agricultura prosperar. Era
o começo da pesquisa na cidade.
No contexto da economia
cafeeira, nasceram as primeiras indústrias em
meados do século 19. No século seguinte,
cresceu o número de unidades industriais e chegaram
a Campinas e região as empresas de alta tecnologia.
Também no século 20, foram criadas as
universidades e a cidade transformou-se em um centro
de formação de profissionais qualificados
- necessários para o funcionamento das empresas
de Tecnologia da Informação. Na seqüência
da formação desse pólo, vieram
os núcleos de pesquisa, fundamentais para o desenvolvimento
científico e tecnológico.
De tempos em tempos,
o universo da pesquisa em Campinas ganhava novos parceiros
e hoje a região conta com vários protagonistas
na geração de saber. No setor agropecuário,
reúnem-se a CATI (Coordenadoria de Assistência
Técnica Integral), a Embrapa (Empresa Brasileira
de Pesquisa Agropecuária), o IAC (Instituto Agronômico),
o IB (Instituto Biológico) e o IZ - Instituto
de Zootecnia. Na área de alimentos atua o ITAL
(Instituto de Tecnologia de Alimentos) e na produção
de alta tecnologia estão o CPqD (Centro de Pesquisa
e Desenvolvimento em Telecomunicações),
o CTI (Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer) e o LNLS
(Laboratório Nacional de Luz Síncrotron).
Quando o assunto é formação de
profissionais, Campinas oferece duas das principais
universidades do País: a PUC-Campinas (Pontifícia
Universidade Católica de Campinas) e a UNICAMP
(Universidade Estadual de Campinas).

Essas instituições
geram soluções, produtos e serviços
que resultam em avanços na qualidade de vida
de todos os brasileiros e não só dos moradores
da Região Metropolitana de Campinas. Das fibras
vegetais pesquisadas no IAC às fibras ópticas
do CPqD, inúmeras inovações superam
as fronteiras de Campinas, pela importante malha viária
que serve a região, e ganham o Brasil afora.
Desenvolvendo alimentos
mais saudáveis ou o conhecido cartão telefônico,
Campinas destaca-se no Brasil e faz este aparecer no
exterior pela excelência em tecnologia. Se hoje
o País é um dos grandes produtores de
software e, na outra ponta, destaca-se como um dos principais
produtores agrícolas, várias razões
desse sucesso estão em Campinas e região.
Aqui as instituições
de pesquisa agropecuária destinam-se a gerar
soluções tecnológicas que contribuam
para o desenvolvimento sustentável do agronegócio
nacional, com produção de conhecimento
e transferência de tecnologias que alavancam a
agricultura com respeito ao ambiente. É o caso
da CATI, Embrapa, IAC, IB, ITAL e IZ, que dia após
dia trabalham para fazer o "upgrade" do campo
e da qualidade da mesa do brasileiro.
Já os centros
de alta tecnologia trabalham com pesquisa e desenvolvimento
de diversos produtos de ponta e transferência
de avanços para a indústria. Desta forma,
CPqD, ITI e LNLS fazem a sua parte a fim de estabelecer
uma inteligência "made in Brazil" nas
áreas de telecomunicações e Tecnologia
da Informação, com fabricação
de novos equipamentos e sistemas tecnológicos.
O resultado é a geração de soluções
tecnológicas integradas e competitivas em nível
mundial, que vêm conquistando espaço e
respeito.
Para fazer funcionar
essa usina de saber, mentes qualificadas e especializadas
são necessárias. Daí a relevante
presença das universidades - a PUC-Campinas e
a UNICAMP, que há décadas recebem alunos
vindos de todos os cantos do Brasil e até do
exterior.
No dia-a-dia deste grande
Brasil, a verdade é que diversos setores da sociedade
beneficiam-se das criações feitas no pólo
tecnológico de Campinas. O conhecimento aqui
gerado alimenta vários outros segmentos, como
logística, comércio exterior, turismo
de negócios e por aí afora. E no final
das contas da balança comercial, as riquezas
intelectuais aqui produzidas agregam valores aos negócios
realizados em terras nacionais e estrangeiras.
O resultado do conhecimento
gerado na região de Campinas é a melhoria
na qualidade de vida de todos os brasileiros - facilidade
e conforto que chegam aos quatro cantos do Brasil -
desde comer qualquer fruta em qualquer época
do ano até matar a saudade de quem se gosta num
simples toque de telefone. Tais atividades, tão
simples aos olhos dos brasileiros cada vez mais exigentes,
já requisitaram grandes esforços e investimentos
para hoje estarem prontinhas para o uso. Uma coisa é
certa: enquanto profissionais trabalham no pólo
de Ciência e Tecnologia em Campinas e Região,
a inovação aproxima-se das pessoas em
todo o Brasil, e as soluções que chegam
na vida dos brasileiros são fruto de muitíssimo
trabalho por aqui.
É assim que as
instituições de pesquisa que constituem
a Fundação Fórum Campinas colaboram
para melhorar a qualidade dos bens e serviços,
aumentar a competitividade brasileira, substituir as
importações e valorizar as exportações.
A conseqüência dessa cesta básica
do progresso é a movimentação da
economia nacional e a geração de empregos.
Com isso, melhora-se também a qualidade de vida
dos brasileiros. Afinal, tecnologia é ferramenta
importante - antes de tudo - para construir o bem-estar
de pessoas. Gente vivendo melhor, em Campinas e no Brasil.
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